Esse é o projeto lindo da Germana, amiga e colaboradora da Margot através do Volver (outra lindeza):
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Essa é a contribuição da Branca:

”O vestido de uma noite só me levou para um lugar que não existe. Um dia em branco, estampado de vermelho. A única peça rubra do meu guarda-roupa. E, também, a mais viva. Às vezes, posso ouvir os seus gritos. Alguma coisa sobre vergonha e amor.”
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Quer fazer parte? O projeto tem uma página no facebook. Tudo que você precisa saber está lá ; )
Tem como não começar o dia com um sorriso?


A foto é nossa, desse ensaio aqui.
E o quadro é da Helene Dofour, “mãe” da Branca no Canadá.


“Tem o significado que eu quiser”.
E uma planta baixa esquisita.
Branca

Eu mal sabia que logo mudaria a forma como seguro minha câmera. A foto é de 2009, quando comecei a fotografar com câmera analógica. Aí lembrei do tempo que comecei a fazer aula de música: lá estava eu, sentada no sofá da sala, segurando o braço do violão com a mão direita. “Quem nem o Jimy Hendrix”, observava meu irmão (logo eu, que sempre fui destra). Mas também mudei de lado. Até largar mão. Agora, o importante é que a foto (o meu reflexo) está aí (só aí), emoldurada e pendurada para sempre (junto com o Cartola e o desenho da MTV), pra me lembrar que não importa de que lado eu segure a câmera – ela sempre estará na minha mão.
#29 Se despeça de alguma coisa
Aline, Branca, Nataly
A nossa despedida é a mais e a menos óbvia.
Nos despedimos do Laços.

o primeiro foi da Lígia
(#1 Fotografe a sua peça de roupa mais antiga)
e é um tchau, mas não pode sê-lo.
como se a gente pudesse dar tchau, pro próprio DNA.
#27 Desenhe alguém que você nunca viu
Branca Bastos

Anos 70, Florianópolis, Colégio Catarinense.
O primeiro amor do meu pai. A tal de Eliane: loira, cabelo liso e comprido, olhos bem azuis. Partiu alguns corações e, anos mais tarde, casou-se com um fazendeiro. Antes da minha mãe, a única mulher que foi mencionada pra mim – mas não pelo próprio Sr. Fernando Bastos. E é exatamente o que me preocupa.
O dia em que descobri a
Lomo,
redescobri minha vó.




Parque de Coqueiros (Florianópolis – SC), 01/11/10
Branca.

“O ovo não existe mais. Como a luz de uma estrela já morta, o ovo propriamente dito não existe mais. – Você é perfeito, ovo. Você é branco. – A você dedico o começo. A você dedico a primeira vez.
Ao ovo dedico a nação chinesa”
Clarice Lispector
(O Ovo e a Galinha)
Quando a gente se apaixonou pelo ovo.